O futuro é reinventar as organizações

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Apresentando como tema principal o livro de Frederic Laloux,“Reinventing Organizations”, André Saito,  presidente da SBGC (Sociedade Brasileira e Gestão do Conhecimento), deu inicio ao Forum SBGC 2017, no último dia 06 de junho.

Segundo André, Laloux, retrata um novo panorama das organizações e acredita que a humanidade está em um grande momento de transformação, um novo paradigma da gestão está nascendo, devido a inadequação dos modelos vigentes de gestão.

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Com três movimentos independentes, Desenvolvimento Ágil (SCRUM), Design Thinking e o Empreendedorismo (Lean Startup), e com o propósito de criar algo novo, explorar o ambiente desconhecido, usufruir da aprendizagem via prototipação, experimentação, feedback, evolução, estímulo a diversidade, colaboração intensa, interação contínua é possível tornar as organizações mais simples, ágeis e consequentemente trazer melhores resultados. Gostaria de destacar uma frase bastante significativa no discurso de André Saito:

“Grandes empresas já podem aprender com startups”.

Muito bem organizado é como consigo definir o Fórum SBGC 2017. Foi altamente enriquecedor participar, encontrar pessoas ilustres, situações valiosas e empresas de destaque, que tentam se atualizar cada vez mais no mundo corporativo em termos de conhecimento e gestão. Procurar soluções para problemas atuais e talvez problemas futuros, que podem ocorrer em um curto espaço de tempo ou até já estarem ocorrendo, e muitos ainda não se deram conta disto.

O tema principal do evento foi O futuro da Gestão: Complexidade, Consciência e Evolução, distribuído em diversos painéis com representantes consagrados na sua área, e que acho importante destacar como: Carlos Nepomuceno (Administração 3.0), Nádia Rebouças, Sergio Resende (EcoSocial), Camila Pires da Rede Indigo, André Martinez da Aprax Inovação Viva, Marcia Golfieri da IBM THINKLab, Fabiano Pereira da IED Brasil, Ticiana Leon da ICN, Juan Bernabó da Teamware e Germinadora. 

Mas se estamos falando de futuro temos que falar de universidades, de como preparar os próximos dirigentes e colaboradores, serão os próximos administradores e gestores. É fazer crescer seres humanos com mentalidades mais abertas. Precisamos de cidadãos, que sejam tecnicamente atualizados, mas também seres humanos adaptáveis, que saibam se relacionar e entender o próximo. As empresas precisam saber atrair este tipo de potencial humano, e ter em mente que a tecnologia não vai resolver todos os problemas.

Sem dúvida nenhuma temos que saber como chegamos a era atual, mas também como se trabalha hoje nestas organizações que estão escrevendo a história da administração. E através de eventos como Fórum SBGC 2017, KM Brasil 2016 podemos entender como todo este conhecimento foi criado dentro das organizações.

Uma pesquisa apresentada no KM Brasil 2016 mostrou que o número de cursos e disciplinas na área de Gestão do Conhecimento é ainda pequeno, e vale o investimento para gerar um maior número de colaboradores preparados para incorporar esta cultura, este conhecimento dentro de novas organizações. E somente será possível com cursos atualizados e de qualidade, e com experiência recente. Vejo uma necessidade cada vez maior da interação entre universidades e prática atual.

Infelizmente a maioria das empresas não vivem neste mundo, estão muito longe desta realidade, podemos dizer que algumas empresas ainda caminham na idade da pedra. Não podemos falar de autonomia e gestão consciente se adotamos procedimentos improdutivos e superados. Seria o mesmo que vender inovação e trabalhar de forma obsoleta.

Mas para que isto aconteça também é preciso mudar a cultura organizacional, que envolve a mentalidade de muitos dirigentes para inovar o ambiente de trabalho. Mudar o clima organizacional que existe dentro das empresas que ainda trabalham de forma tradicional, e que em muitos casos podemos chamar de ultrapassado.

O conhecimento é uma mistura variável de experiências, valores, informações e insights que fornecem um modelo para avaliação e a incorporação de novas experiências e informações. 

Thomas H. Davenport E Laurence Prusak

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