Proativo, ser ou não ser?

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Tanto ouvimos falar em proatividade que isto acaba se tornando uma obrigação de todo profissional que pretende estar bem no mercado. Ou você é proativo ou você não terá chances de achar um novo emprego, ou então de crescer na carreira e ter sucesso profissional. Mas o que é exatamente ser proativo? Quando devemos ser proativos? Como devemos ou podemos mostrar nossa proatividade?

Segundo Stephen R. Covey, em Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, ser proativo significa muito mais do que tomar iniciativa, significa ser responsável pela sua própria vida, e o seu comportamento deve resultar de decisões tomadas e não de condições externas.

Sem dúvida nenhuma devemos colocar a proatividade como uma qualidade a ser alcançada, é um objetivo de carreira, uma missão, contudo requer cuidado. Ser proativo é uma forma de mostrar interesse pelo que está fazendo, estar atento ao que acontece ao seu redor e não ser um ponto isolado dentro da equipe.

Mas existem alguns ambientes que ser proativo pode ser perigoso para sua carreira. Nem todas as empresas, e até mesmo nem todos os chefes, estão preparados para receber um funcionário proativo, e acabam não dando muita credibilidade, sentem-se incomodados e ameaçados. Querer saber de tudo e participar de tudo que acontece na empresa pode dar uma impressão negativa e ser taxado como um profissional intrometido. É preciso ter em mente que o exagero é prejudicial em qualquer caso, do mesmo modo que colocar o trabalho em primeiro lugar ou nunca abrir uma exceção na vida particular.

Podemos começar a desenhar o perfil de um profissional proativo como uma pessoa equilibrada, com boa comunicação, que consegue conquistar facilmente a confiança da equipe, sabe planejar, busca novas responsabilidades e principalmente conhecimento contínuo. Sabe questionar de forma positiva e inteligente, não se contenta com soluções prontas, e com criatividade busca inovar. Sempre muito bem informado de tudo que o cerca, mostra que possui um pensamento amplo e procura agir de forma lógica e sensata. Cultivando bons relacionamentos, torna-se referência na equipe conseguindo ajudar os outros, além de cumprir com suas atribuições.

Um profissional proativo não sai atropelando decisões de chefes ou colegas de trabalho, ou interferindo em assuntos que não lhe dizem respeito e principalmente, não esteja bem informado. Não pode ser alguém exibido ou ambicioso demais. Não é arrogante, prepotente ou antipático, e deve considerar que pode estar errado em algumas posições durante uma discussão. Agir com iniciativa pode ser precipitado e levar a cometer erros desnecessários, por este motivo o ideal é agir de forma rápida, mas com firmeza e com base em informações relevantes. O planejamento não é a garantia de sucesso em todos os momentos, podem existir fracassos (quedas), mas o importante é não desistir. Esta também é uma qualidade do proativo.

É muito comum nos depararmos com profissionais que não encontram soluções, simplesmente porque não conseguem reconhecer um problema, ou por falta de conhecimento acabam distorcendo o problema e, além de não apresentarem novas soluções, não se comprometem com mudanças. Empresas e chefes que não concedem liberdade aos funcionários e são centralizadores, fazem a proatividade perder toda a importância e ser um problema. Descarte ideias antigas que trabalhar duro, não criar dificuldades e ficar focado no trabalho, fará você ser reconhecido. Hoje você precisa de muito mais, criar suas oportunidades.

Uma frase de Peter Druck que achei interessante citar neste momento:

“Como gerente você é pago para estar desconfortável. Se você está confortável, é um sinal seguro de que você está fazendo as coisas erradas.”

Artigo publicado inicialmente em TIEspecialistas.com.br

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